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By Erik Rasmussen

Debate com a professora Lisete Arelaro sobre a terceirização nas escolas

O Instituto Zequinha Barreto em parceria com o Sindicato dos Químicos Unificados e a Intersindical convida para o debate “Terceirização nas Escolas” com a participação da professora da Faculdade de Educação da USP, Lisete Arelaro. O evento acontece no dia 8 de julho, a partir das 18h30, na sede do Sindicato dos Químicos, na Praça Joaquim dos Santos Ribeiro, 265, Km 18.

Debate sobre terceirização com Ricardo Antunes

Professor da Unicamp afirma que terceirizar é retroagir à escravidão

 

No dia 17 de junho o sociólogo e professor da Unicamp, Ricardo Antunes foi o convidado do Instituto Zequinha Barreto para um debate sobre a terceirização e suas consequências para o mundo do trabalho. A mesa foi coordenada pelo diretor do IZB, Stanislau Szermeta, e o evento contou com a presença de mais de 70 pessoas, entre lideranças dos movimentos sociais, da educação, bancários, sindicalistas, estudantes e filiados do instituto.

 

Ricardo Antunes iniciou atacando o PLC 30, da Câmara, que agora tramita no Senado, que dispõe sobre os contratos de terceirização e as relações de trabalho deles decorrentes, e que na prática, poderá ‘implodir’ a CLT, segundo ele.

 

Veja agora os principais pontos do debate e as considerações de Ricardo Antunes:

 

“Toda a burguesia brasileira é pior, não há ninguém melhor, bancos, capital financeiro, agronegócio”.

 

 

“O Governo Temer fez um programa de governo chamado de “Ponte para o Futuro”, eu chamo de ponte para o Abismo!” (Ricardo Antunes)

 

 

“Os Trabalhadores não trabalham mais por mês no corte de cana, mas por hora, ou seja, trabalham por toda a semana, até domingos, um deles produz em média 12 toneladas por dia, corta tudo isso de cana. Um deles quis bater o recorde e cortou 50 toneladas em um dia, mas morreu de exaustão e não tinha nem 30 anos!”

 

“Dizem que a terceirização emprega, é mentira. Para cada terceirizado, muitos trabalhadores regulares ficam desempregados. A categoria dos Bancários por exemplo, encolheu brutalmente, e hoje há 500 mil bancários em Callcenters, telefonando para conseguir clientes para os bancos, que não são bancários de verdade, ganham pouco e nem sequer tem direito à sindicalização”.

 

“Tem muita Farsa Sindical por aí, que nem sequer representam os trabalhadores. E infelizmente perdemos dois grandes representantes dos trabalhadores recentemente, Waldemar Rossi e Vito Gianotti”.

 

“O governo do PT não está sendo deposto porque deixou de ser esquerda ou por ser corrupto. Está sendo deposto porque a direita quer ela mesma comandar a corrupção, mas pior que isto, quer quebrar todas as conquistas dos trabalhadores nos últimos 40 anos. O Cunha é o delinquente que nem sabe direito quem ele é, de tantas alcunhas que tem. O parlamento brasileiro é um pântano fétido, mas eles se assustam, tem medo de perder suas prerrogativas”.

 

“Até a Força Sindical está com medo da terceirização. Os empresários querem restabelecer o regime de escravidão no Brasil. É escravidão moderna. Antes alugavam cem escravos para uma colheita. Hoje alugam cem eletricistas para uma obra, depois mandam embora sem direitos. É a escravidão moderna. A luta contra a terceirização é uma questão vital. Eu sou professor universitário, podem terceirizar esta profissão, mas vão terceirizar até pilotos de avião.

 

“A terceirização é um flagelo, um vilipêndio, que só pode ser detida pela luta dos trabalhadores”.

 

DEBATE

Vivian, do IZB: ”As empresas estão demitindo CLTs e contratando terceirizados, por menos. Trabalhadores aceitam isso porque ponderam que o desemprego seria ainda pior. Ficamos de mãos atadas na luta sindical, mesmo para as entidades sindicais mais combativas”.

 

Leonora: ”Mesmo os sindicatos mais combativos tem cedido, colocando nas convenções coletivas coisas como a participação nos lucros, Banco de Horas, coisas contra as quais no passado éramos radicalmente contra”.

 

Ricardo Antunes (comentando): ”Eles tem o Exército, a mídia, igrejas, a direita, mas nós temos o povo, e hoje o descontentamento da periferia é muito grande, pela traição do povo. O golpe não é contra a Dilma, não foi ela a traída, eu não vou aqui defender a Dilma. Esse golpe é contra o povo. Há muitos focos de resistência. Por um momento as mulheres se levantaram contra o estupro coletivo, por exemplo”.

 

Flávio: ”É preciso unificar a luta dos trabalhadores, caso contrário a terceirização não vai ser detida. Falta aos sindicatos dialogar com as outras categorias”.

 

Marcelo, bancário da CEF: ”Mesmo na CEF que temos uma certa estabilidade,  abrem agências com 7, 8 funcionários e terceirizam várias funções. Até o Sindicato dos Bancários terceiriza! A sobrecarga de trabalho leva às doenças no trabalho”.

 

Piauí do IZB: ”Temos de dar um choque para despertar os trabalhadores. Está na hora e podemos perder o timing deste momento. É preciso dar uma travada geral no País. Fazer uma ação ousada. Até recentemente o PT era o bicho, o pior de todos, ouvíamos da base dos trabalhadores que foram traídos pelo PT. Hoje isso está mudando, e creio que dá para tentar parar o País” (defendendo uma Greve Geral).

 

Ricardo Antunes (comantando): ”Em 40 anos nunca vi um trabalhador dizer: “Estou feliz terceirizado”

 

Alexandre: ”O Fórum Nacional contra a Terceirização está organizado desde 2011, e a Intersindical participa. No fórum houve inúmeras vitórias inclusive no Congresso Nacional, ainda no governo Dilma. A CUT dormiu, não lutou porque era muito ligada ao governo. E ainda temos centrais pelegas como a Farsa Sindical liderada por aquele bandido do deputado Paulinho. Esse governo é golpista, mas nunca apoiamos a presidente Dilma. A gente vive um retrocesso que não é de hoje. Houve outros projetos. Em Junho o DIEESE revela que chegaremos a 18% do PIB desempregado no Brasil. PLC 30 está no Senado e o Relator é o Senador Paulo Paim. Temos de ver como podemos reduzir danos no caso da terceirização que pode chegar às atividades fim”.

 

Ricardo Antunes (comentando): ”Temos de sair daqui com o discurso, com o debate armado contra a terceirização. Começa assim, terceiriza, reduz salário e mesmo assim vai ser depois mandado embora, demitido, reduzindo, reduzindo, até nos destruir. A luta tem de ser travada já, pelos sindicatos, pelos trabalhadores”.

 

“A Globo falava, rebelião na Grécia, rebelião na Tunísia, rebelião na Turquia, rebelião na puta que o pariu, mas não previu a rebelião de 2013 aqui, e mesmo durante a rebelião brasileira não admitia que havia uma rebelião aqui”.

 

“Não há organicidade sindical e de movimentos sociais aqui, mas isso é vital. A história tem um caráter de imprevisibilidade. Tudo o que é sólido está derretendo”.

 

“A terceirização é a porta de entrada para revogar a CLT, é anterior aos direitos fundamentais dos trabalhadores, é o caminho da desregulamentação que vai arrebentar com os trabalhadores”.

 

 

A terceirização é um veneno, vocês querem se matar?. Somos contra os pobres trabalharem até os 65 anos. Se é trabalhador rural, chega aos 65 destroçado. Então vamos defender que o pobre se aposente aos 55, e os jovens de Classe média aos 65 anos”. (Ricardo Antunes)

 

 

“A Petrobrás era uma grande empregadora direta, hoje mais de 75% dos trabalhadores de lá são terceirizados”.

 

“É vital hoje que em Sindicato de Classe não deve haver trabalhadores terceirizados! Como um sindicato pode lutar contra a terceirização e contratar funcionários terceirizados?”.

 

“O governo Temer quer reduzir verbas da Educação e da Saúde, que já estão destroçadas! E o Meirelles foi ministro do Lula, foi deputado pelo PSDB de Goiás, foi presidente mundial do Banco de Boston (EUA) e agora quer ser o próximo Presidente do Brasil, e não podemos permitir isso!. Você monta um Ministério e qualquer direita burra já sabe que tem que ter negro e mulher. Mas esse governo é tão burro, tão branco e racista que não teve a capacidade de nomear um ministro negro ou uma mulher”.

 

DEBATE 2

Funcionário da CPTM: ”Terceirização JÁ existe, é uma realidade. Na minha empresa. Recentemente o Metrô aceitou um aumento abaixo da inflação, estamos divididos. A divulgação de salários dos funcionários das estatais faz com que muito trabalhador defenda a terceirização no Serviço Público, achando que todo mundo é marajá”.

 

Professor do ensino público: ”Na escola o aluno é contra o PT, a esquerda. Nossa última greve de professores entramos com nada e saímos com menos ainda. Estamos passando por um processo de precarização ainda maior na Educação do Estado com a aprovação dos terceirizados. Professor está lutando contra professor. Estado deu opção de 2,5% de aumento para todos, ou bônus apenas para alguns. Venceu o bônus!”.

 

Outro comentário (pessoa não identificada): ”Trabalhadores só tem a opção de marchar juntos. Desde governo Dilma Russeff vem havendo a desoneração da Folha de pagamento dos trabalhadores e redução dos direitos, em favor dos empresários. Lutar contra o Capital, só por meio dos movimentos sociais e sindicatos”.

 

Ricardo Antunes (comentário final): ”O Professor substituto fica torcendo pro outro morrer pra ele dar algumas aulas! Qual a melhor alternativa para privatizar tudo, instalar a merda privatista? Terceirizar tudo! O direto ao trabalho vai ser substituído pelo ‘PRIVILÉGIO’ DA SERVIDÃO, como dizia Albert Camus. Este será o título de meu próximo livro”.

 

Stan Szermeta: ”O movimento sindical tem de retomar a luta anticapitalista. Não adianta rebaixar a força de trabalho. Os sindicatos tem de voltar a ser socialistas, pois dentro do capitalismo não tem solução para os trabalhadores. Resistir sempre, não podemos pestanejar, podemos ser derrotados, mas numa perspectiva de luta!”

CPFL quer cortar a luz da Flaskô

Publicado em 26-08-2014
Assembleia Extraordinária da Flaskô

CPFL rompe acordo com trabalhadores da Flaskô de forma unilateral e ameaça fechar a fábrica. Resistiremos. Todos ao ato público. Dia 28/08.

A Flaskô é uma fábrica do ramo plástico-químico que está há mais de 11 anos sob controle operário. Assumimos a fábrica diante do abandono do patrão, que sonegou impostos e direitos trabalhistas, e deixou milhões em dívida, inclusive com a CPFL, detentora do monopólio de fornecimento de energia na região.

Quando assumimos a gestão da fábrica, negociamos uma dívida que ultrapassava R$ 700 mil reais deixada pelo patrão. A luz estava cortada. Renegociamos, e estamos pagando esse acordo em dia. Já pagamos mais da metade deste débito, ou seja, mais de R$ 350mil.

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Arruda e Jaqueline Roriz estão inelegíveis

Publicado em 13-08-2014
Redação Pragmatismo Politico

José Roberto Arruda teve o seu registro negado com base na Lei da Ficha Limpa. Dias atrás, candidato referiu-se à Ficha Limpa como “leizinha” e disse que, se eleito, botaria “médicos cubanos pra correr”

O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) decidiu negar o registro da candidatura de José Roberto Arruda (PR) ao governo do DF, nesta terça-feira (12). Ele foi enquadrado na Lei Complementar nº 135/2010, a Lei da Ficha Limpa. O placar foi de 5 votos a 2.

Com o quarto voto desfavorável, proferido pela desembargadora Maria de Fátima, a derrota do ex-governador foi sacramentada. Votaram pela impugnação da candidatura de Arruda o relator, desembargador Cruz Macedo, e seus colegas Olindo de Menezes, Leila Arlanch, Maria de Fátima Aguiar e o presidente Romão Cícero Oliveira. A favor de Arruda, votaram Cléber Lopes de Oliveira e Josaphá Francisco dos Santos.
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A USP nas areias do Templo de Salomão

Publicado em 13-08-2014
Por Christian Dunker

Pode ser uma inverdade, mas neste terreno a especulação tem força de lei.

Diz-se que a terra contaminada que ocupava a área na qual foi construído o Novo Templo de Salomão, mais recente edificação religiosa da Igreja do Bispo Edir Macedo, foi removida para o aterro no qual se estabeleceu a Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP, a EACH. Desta maneira a assim chamada USP-Leste anda pelas areias do deserto, qual Moisés em busca da terra prometida, sem lugar para continuar seu projeto inovador, enquanto se inaugura, na mesma cidade, o mais imponente santuário da fé.

Seria só mais um caso desta mistura crônica entre descaso, imprevidência e precariedade, com o qual temos tratado a educação em geral e as universidades em particular. Contudo, há algo mais forte e insinuante nesta metáfora. A terra contaminada, sob a qual se ergue o templo religioso, lugar, sagrado, santo e purificado, é transportada para dar fundamento, em sentido objetivo e arquitetural, a um novo campus laico, profano e comum, que prenunciava uma nova era de expansão do acesso a este bem simbólico crucial que é a universidade. Menos do que uma inépcia dos responsáveis pelo sistema de higienização, do que um deslize do departamento de controle de resíduos, ou do horizonte ecológico da operação, há neste desterro, um toque de ironia.

O Templo de Salomão, erigido em 1004 a.c. e destruído em 586 por Nabucodonosor II, dando origem à diáspora judaica, foi construído para abrigar a arca da aliança. A construção não podia ser erigida pelo próprio Rei Davi, mentor da ideia, porque ele havia derramado sangue demais na terra, com suas campanhas militares. Por isso coube a seu filho, um homem de paz, construir por meios pacíficos, o lugar que guardaria o símbolo da aliança entre um povo e seu Senhor. A expressão “símbolo da aliança” já é em si redundante porque o símbolo é antes de tudo pacto, aliança e promessa para com o outro (alio).
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Žižek: O círculo de giz de Jerusalém

Por Slavoj Žižek
Publicado em 25-07-2014

Em um contexto de acirramento do conflito no oriente médio, o Blog da Boitempo recupera um trecho do livro Violência, seis reflexões laterais, escrito pelo filósofo esloveno Slavoj Žižek em 2008.

É demasiado fácil marcar pontos no debate sobre a violência por meio de inversões espirituosas e que poderiam prosseguir indefinidamente – então vamos acabar com este polêmico diálogo imaginário e arriscar um passo que conduza diretamente ao “coração das trevas” do conflito do Oriente Médio. Muitos pensadores políticos conservadores (e não só conservadores), de Blaise Pascal a Immanuel Kant e Joseph de Maistre, elaboraram a ideia das origens ilegítimas do poder, a ideia de “crime fundador” sobre o qual os nossos Estados se baseiam, e é por isso que devemos oferecer ao povo “nobres mentiras” sob a forma de heroicas narrativas de origem. A respeito dessas ideias, o que muitas vezes se diz de Israel é bastante verdadeiro: o infortúnio de Israel é ter sido estabelecido como Estado-nação um ou dois séculos mais tarde do que devia, em condições nas quais tais crimes fundadores deixaram de ser aceitáveis. A suprema ironia aqui é o fato de que foi justamente a influência intelectual judaica que contribuiu para a afirmação dessa inadmissibilidade!

Durante minha última visita a Israel, fui abordado por um intelectual israelita que, a par das minhas simpatias palestinas, me perguntou em tom jocoso: “Não tem vergonha de estar aqui, em Israel, esse Estado ilegal e criminoso? Não tem medo de ver aqui contaminadas as suas credenciais de esquerda e de se tornar cúmplice do crime?”.
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SP: Entrevista coletiva com Fábio Hideki Harano

Por Eduardo Magrão – A Nova Democracia
Publicado em 13-08-2014

Na tarde desta quarta-feira, 13 de agosto, o ex-preso político Fábio Hideki Harano esteve na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, no Largo São Francisco, para conceder uma coletiva para a imprensa.

A entrevista teve um caráter informativo por parte dos que apoiam e acompanham o caso, que ainda corre na justiça: O advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, dona Helena Harano (mãe de Fábio), Magno de Carvalho (dirigente do Sintusp), o senador Luiz Eduardo Matarazzo Suplicy, o deputado estadual Adriano Diogo e o padre Júlio Lancellotti participaram da coletiva.

Os informes foram mais técnicos dentro dos trâmites legais. O advogado Dr. Luiz Eduardo Greenhalgh detalhou mais uma vez a teia formada pelos policiais que prenderam Fábio, mostrando vários pontos que não se sustentam, classificando ter sido uma “prisão eleitoral, já que os protestos tomavam grandes proporções na cidade e parte da sociedade pedia uma providência. Como a polícia estava perdida e não conseguia achar os verdadeiros culpados pelas depredações, pegaram Fábio e o Rafael para darem uma satisfação e tentarem frear os protestos” e mesmo eles tendo participado “de um ato pacífico no dia 23 de junho, que não houve nenhuma justificativa, para prende-los…”.

Fábio completa esse informe, falando que na manifestação do dia 23 de junho, “a única coisa anormal que ocorreu, foram as bostas dos cavalos que sujaram toda a Praça do Ciclista”.
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Perícia conclui que artefatos encontrados com manifestantes não são explosivos

Por Tadeu Breda
Publicado em 04-08-2014

São Paulo – Perícias realizadas pelo Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) da Polícia Militar e pelo Instituto de Criminalística (IC) de São Paulo apontaram que não são explosivos os artefatos supostamente encontrados com os manifestantes Fábio Hideki Harano e Rafael Marques Lusvargh em 23 de junho, quando foram detidos durante protesto na Avenida Paulista, na capital.

Os laudos foram entregues nesta segunda-feira (4) aos advogados de Hideki, que hoje mesmo ajuntaram ao processo os novos indícios e, depois, repassaram as informações à RBA. A PM confirmou que as perícias foram concluídas, mas “não irá divulgar seu conteúdo por não ser a titular do inquérito”. A Secretaria de Segurança Pública não quis se manifestar, sob a alegação de que se trata de um assunto da esfera judicial.

Os policiais civis que participaram da prisão de Hideki e Lusvargh atestam que ambos portavam explosivos. Os ativistas negam, e são respaldados pelo testemunho de manifestantes que acompanharam e filmaram as detenções. Ainda assim, os promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público acataram a versão dos policiais e levaram a denúncia à justiça.
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Crise e greve no IBGE

Por ASSIBGE-SN/Núcleo São Paulo
Pulicado em 28-07-2014

O IBGE está em greve desde o dia 26/05, com os eixos: orçamento adequado para o funcionamento do órgão e realização das pesquisas com qualidade; concurso público; salário dos temporários igual ao inicial de carreira do técnico efetivo; salário nos patamares do Ciclo de Gestão (CVM, IPEA, Bacen, etc) e democracia na gestão do IBGE. Desculpe pelo longo e pesado texto, mas as mazelas são muitas…

Nossa pauta completa está protocolada no MPG desde 2013 (em anexo), e desde então, as reuniões são sempre negativas, sob a desculpa de que estamos regidos pelo acordo de 2012. Em primeiro lugar, o acordo refere-se à negociação de 2012 que foi parcelada pelo governo e nele não consta que não poderíamos reivindicar pautas para os anos seguintes, como o de agora. Ademais, em 2012, os temporários não foram contemplados pelo acordo e nossa pauta vai além da simples questão salarial, queremos garantir o futuro do IBGE! Leia Mais

Morosidade do Legislativo é seletiva e responde a interesses econômicos

Por Ivan Valente (Deputado Federal PSOL/SP)
Publicado em 25-07-2014

No último dia 2 de julho foi aprovado na Câmara dos Deputados o substitutivo de minha autoria, apresentado em 1997, ao projeto de lei nº 4.385/1994, estabelecendo a assistência farmacêutica integral como direito do cidadão.

O projeto inclui a obrigatoriedade da presença de um profissional farmacêutico durante todo o período de funcionamento das farmácias, que passaram a ser consideradas estabelecimentos sanitários que praticam assistência farmacêutica e à saúde.
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PSOL reage a atentado policial à campanha de Luciana Genro em São Paulo

Por Redação Psol

Publicado em 18-07-2014

A coordenação de campanha da candidata do PSOL à Presidência da República, Luciana Genro, divulgou a nota abaixo sobre o ocorrido nesta tarde, em São Paulo. Luciana foi atingida por spray de pimenta enquanto fazia uma panfletagem, na esquina da Avenida Paulista com a Rua Augusta. Dois policiais militares que passavam pelo local borrifaram spray de pimenta no grupo de mais de 100 pessoas, atingindo também militantes e candidatos e parlamentares, como o deputado federal Ivan Valente (PSOL), o deputado estadual Carlos Giannazi (PSOL) e o professor Gilberto Maringoni, candidato do partido ao governo estadual.
Confira a nota:

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Pré estréia “Corte Seco”

Por Renato Tapajós

Segue abaixo o convite para a pré estréia de meu filme Corte Seco.

Finalmente, depois de uma longa luta, conseguimos finalizar este longa
metragem. Um filme ficcional que fala sobre a tortura e interessa a
todos os que lutam pelos direitos humanos.

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PLÍNIO, PRESENTE!

Por Toninho Vespoli
Publicado em 08-07-2014

É com imenso pesar que recebemos a notícia da morte do nosso companheiro Plínio de Arruda Sampaio, cuja história é pautada na luta pela democracia, igualdade e justiça social. Sua trajetória é um exemplo para os que trabalham pela construção de uma alternativa de esquerda para o nosso país. Plínio costumava dizer que os melhores anos da sua vida eram aqueles que ainda iria viver. Para a luta socialista, Plínio vive e estará sempre presente.

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PM viola liberdade de reunião e direitos em debate na Praça Roosevelt

Por Psol – São Paulo SP
Publicado em 09-07-2014

Na noite de ontem, 1/7, tivemos mais um episódio de total desrespeito à democracia, à liberdade de reunião e de manifestação, aos direitos humanos. Um debate público, realizado na Praça Roosevelt, pela libertação dos presos políticos nas últimas manifestações acabou com seis pessoas detidas. As prisões novamente foram arbitrárias, sem qualquer motivo que as justificasse. O vereador Toninho Vespoli (PSOL) e o advogado Horácio Neto foram ao 78º DP acompanhar os depoimentos dos jovens e garantir sua liberação, o que ocorreu por volta da 1h30.

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De acordo com o relato dos participantes e da imprensa, não houve qualquer conflito. Com a intenção de intimidar, a polícia começou a filmar as pessoas, revista-las e anotar seus nomes. “Pessoas que, pacificamente, questionaram o procedimento, foram detidas, como foi o caso dos advogados ativistas Daniel Biral e Silvia Daskal, e de outros membros de movimentos sociais”, afirmou Toninho Vespoli.

Biral foi espancado pela polícia e circunstanciado por desacato. Chegou ao 78º DP desacordado e na madrugada realizou exame de corpo delito no IML.

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Apesar disso, o ato, que teve início ás 18h, continuou. Entre os participantes da mesa de discussão estavam os professores Pablo Ortelado, Esther Solano, Jorge Souto Maior e Maria Rita Kehl. Falaram também integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), do Sindicato dos Metroviários e de grupos de direitos humanos, como o padre Júlio Lancellotti e Todd Tomorrow. Todos presenciaram e denunciaram os abusos da polícia.

Não contentes, os policiais jogaram bombas de gás lacrimogêneo sobre as pessoas que estavam sentadas para dispersar o ato.

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“É definitivamente inaceitável o procedimento da polícia e do governo estadual. Estamos vivendo um estado de exceção. Mas continuaremos nas ruas, protestando, denunciando os abusos e exigindo nossos direitos”, garantiu Toninho Vespoli.

Foto do Dr Daniel Biral: Boris Mercado/Mídia Ninja
Foto do vereador Toninho Vespoli e Horácio Neto: Shlo

Policia prende manifestante pacífico “em flagrante”; Padre Júlio Lancelloti afirma: “Eu vi foi forjado”

Por Coletivo Antiproibicionista DAR
Em 25-06-2014

No fim do 11º ato Não Vai Ter Copa, dois manifestantes foram presos. Um deles é Fábio Hideki, estudante da USP que foi detido pela PM na Marcha da Maconha de 2010 por portar um cartaz com os dizeres “Não fumo, não planto, não vendo e não condeno. Legalize Já”. Quatro anos, miles de manifestações, um tal de “Junho” e uma Copa depois, Fábio mais uma vez tem a liberdade subtraída pelo Estado policial. Se na Marcha da Maconha a acusação foi de “apologia ao crime”, o absurdo da vez é “associação criminosa” e “porte de explosivo”.

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Ato pelo Direito de Greve e pela Readmissão dos Metroviários, já

Às 18h quinta feira (03-07), no Largo São Francisco, Faculdade de Direito da USP na sala dos estudantes, será realizado um ato em solidariedade aos 42 demitidos.

Presença de  Jorge Luiz Souto Maior (professor da Faculdade de Direito da USP), Francisco Gérson Marques de Lima (professor de Direito da Universidade Federal do Ceará e membro do MPT do Ceará) e Cezar Britto (ex-presidente da OAB Nacional e advogado de entidades sindicais).

PUC Campinas reage contra caso de racismo

Por Will Santos
Mestrando em Sociologia – Unicamp
Publicado em 26-05-2014

Na noite do dia 21 de maio, estudantes da PUC Campinas protestaram contra o caso de racismo ocorrido contra a estudante Stephanie Ribeiro. A estudante vem sofrendo ameaças e ofensas de alunos e professores que se manifestam pelas redes sociais e nas dependências da universidade. O ato teve início às 19:00 horas, na sexta-feira, percorrendo a área interna da instituição com palavras de ordem contra o racismo: “Não é pessoal é que o racismo é institucional”, “Sou Pró-Unista quero respeito, estudar é um direito” e “ôh Stephanie pode lutar que o racismo tem que acabar”.

E o que ficou deste ato é o processo do Racismo Institucional contra a população negra e a sua reprodução entre estudantes.
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[ATO] Libertem nossos presos politicos

Hoje – 26-06-2014
No Masp – Avenida Paulista
Concentração às 17hs

O país que sedia um grande evento internacional deveria ter vergonha de ter, em pleno 2014, presos políticos. Fábio Hideki e Rafael Marques são presos políticos do “Estado Democrático” porque simplesmente ousaram questionar democraticamente a vontade do governo.


Mas não é só pelos dois ativistas. Não importa neste momento o que eles pensam, quais as suas ideologias, etc. Eles são vítimas de um Estado que forja descaradamente acusações. Trata-se de um ataque a toda a população, um ataque às mínimas liberdades democráticas!
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Não vai ter tarifa – ato na Copa contra a Tarifa

Por Passe Livre São Paulo – MPL
Publicado em 16-06-2014

No dia 19 de junho, tomaremos novamente às ruas para dizer que nossa luta não acaba até destruir a última catraca.

Enquanto os de cima calculam os lucros da Copa, os de baixo sofrem com os incontáveis abusos que esse megaevento trás, que só reforçam a lógica autoritária de cidade que vivemos todos os dias. Há anos a gente ouve do governo que não tem dinheiro pra tarifa zero. Só que olhando apenas para depois de junho do ano passado, o poder púbico gastou milhões com repressão e com obras para carros. Isso além do dinheiro destinado a um tipo de cidade e um tipo mobilidade para a copa – e não para o povo.

Nenhum real vai para resolver um dos principais problemas do transporte: a tarifa! E, ainda por cima o governo e a Fifa decidem dar Tarifa Zero pros torcedores de algumas cidades. Tem Tarifa Zero pra quem tem grana pra comprar ingresso, mas não tem pra quem não pode pagar a tarifa!
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Movimento de moradia ocupa prédio próximo a Avenida Paulista

NOTA DO MMRC SOBRE A OCUPAÇÃO

Momentos antes da festa de abertura da Copa do Mundo ocupamos o edifício abandonado na Rua Pamplona número 937. Decidimos que não vamos sentar e assistir impotentes o que está acontecendo. A Copa do Mundo trouxe consigo um aumento de 18% no déficit habitacional na cidade de São Paulo, portanto não é sem motivos o crescente número de ocupações surgindo no centro e nas periferias.

Mais de 15 dessas ocupações receberam ordens de reintegração de posse, a maioria dos depejos ocorrerá depois da Copa das Copas. Mas se no centro, marcado pela “Cracolândia”, moradores de rua e na periferia segregada tudo que acontece são degenerações aos olhos de quem vê de cima, é fácil virar o rosto para estas famílias também. Levamos a luta então para onde estão virados os olhos do mundo, onde não podem nos negar ou esconder o fato de que morar em São Paulo é um privilégio, nunca um direito.

Porém não queremos só exibir nosso “pessimismo”, viemos afirmar: não somos uma caixa de concreto como depósito humano aguardando atendimento quando o governo veste vermelho. Queremos o mínimo para que cada família tenha autonomia e crie além de uma existência que serve apenas ao trabalho e a sua própria conservação nesta cidade, lutamos hoje por direitos para garantir nossa liberdade.

PELA REFORMA URBANA!
PELO DIREITO A MORADIA!

Movimento de Moradia da Região Centro – MMRC
Inclusa
Andróides Andróginos
Movimento Passe Livre – MPL-SP
Fanfarra do Mal
Saju