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By Erik Rasmussen

CPFL quer cortar a luz da Flaskô

Publicado em 26-08-2014
Assembleia Extraordinária da Flaskô

CPFL rompe acordo com trabalhadores da Flaskô de forma unilateral e ameaça fechar a fábrica. Resistiremos. Todos ao ato público. Dia 28/08.

A Flaskô é uma fábrica do ramo plástico-químico que está há mais de 11 anos sob controle operário. Assumimos a fábrica diante do abandono do patrão, que sonegou impostos e direitos trabalhistas, e deixou milhões em dívida, inclusive com a CPFL, detentora do monopólio de fornecimento de energia na região.

Quando assumimos a gestão da fábrica, negociamos uma dívida que ultrapassava R$ 700 mil reais deixada pelo patrão. A luz estava cortada. Renegociamos, e estamos pagando esse acordo em dia. Já pagamos mais da metade deste débito, ou seja, mais de R$ 350mil.

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Arruda e Jaqueline Roriz estão inelegíveis

Publicado em 13-08-2014
Redação Pragmatismo Politico

José Roberto Arruda teve o seu registro negado com base na Lei da Ficha Limpa. Dias atrás, candidato referiu-se à Ficha Limpa como “leizinha” e disse que, se eleito, botaria “médicos cubanos pra correr”

O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) decidiu negar o registro da candidatura de José Roberto Arruda (PR) ao governo do DF, nesta terça-feira (12). Ele foi enquadrado na Lei Complementar nº 135/2010, a Lei da Ficha Limpa. O placar foi de 5 votos a 2.

Com o quarto voto desfavorável, proferido pela desembargadora Maria de Fátima, a derrota do ex-governador foi sacramentada. Votaram pela impugnação da candidatura de Arruda o relator, desembargador Cruz Macedo, e seus colegas Olindo de Menezes, Leila Arlanch, Maria de Fátima Aguiar e o presidente Romão Cícero Oliveira. A favor de Arruda, votaram Cléber Lopes de Oliveira e Josaphá Francisco dos Santos.
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A USP nas areias do Templo de Salomão

Publicado em 13-08-2014
Por Christian Dunker

Pode ser uma inverdade, mas neste terreno a especulação tem força de lei.

Diz-se que a terra contaminada que ocupava a área na qual foi construído o Novo Templo de Salomão, mais recente edificação religiosa da Igreja do Bispo Edir Macedo, foi removida para o aterro no qual se estabeleceu a Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP, a EACH. Desta maneira a assim chamada USP-Leste anda pelas areias do deserto, qual Moisés em busca da terra prometida, sem lugar para continuar seu projeto inovador, enquanto se inaugura, na mesma cidade, o mais imponente santuário da fé.

Seria só mais um caso desta mistura crônica entre descaso, imprevidência e precariedade, com o qual temos tratado a educação em geral e as universidades em particular. Contudo, há algo mais forte e insinuante nesta metáfora. A terra contaminada, sob a qual se ergue o templo religioso, lugar, sagrado, santo e purificado, é transportada para dar fundamento, em sentido objetivo e arquitetural, a um novo campus laico, profano e comum, que prenunciava uma nova era de expansão do acesso a este bem simbólico crucial que é a universidade. Menos do que uma inépcia dos responsáveis pelo sistema de higienização, do que um deslize do departamento de controle de resíduos, ou do horizonte ecológico da operação, há neste desterro, um toque de ironia.

O Templo de Salomão, erigido em 1004 a.c. e destruído em 586 por Nabucodonosor II, dando origem à diáspora judaica, foi construído para abrigar a arca da aliança. A construção não podia ser erigida pelo próprio Rei Davi, mentor da ideia, porque ele havia derramado sangue demais na terra, com suas campanhas militares. Por isso coube a seu filho, um homem de paz, construir por meios pacíficos, o lugar que guardaria o símbolo da aliança entre um povo e seu Senhor. A expressão “símbolo da aliança” já é em si redundante porque o símbolo é antes de tudo pacto, aliança e promessa para com o outro (alio).
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Žižek: O círculo de giz de Jerusalém

Por Slavoj Žižek
Publicado em 25-07-2014

Em um contexto de acirramento do conflito no oriente médio, o Blog da Boitempo recupera um trecho do livro Violência, seis reflexões laterais, escrito pelo filósofo esloveno Slavoj Žižek em 2008.

É demasiado fácil marcar pontos no debate sobre a violência por meio de inversões espirituosas e que poderiam prosseguir indefinidamente – então vamos acabar com este polêmico diálogo imaginário e arriscar um passo que conduza diretamente ao “coração das trevas” do conflito do Oriente Médio. Muitos pensadores políticos conservadores (e não só conservadores), de Blaise Pascal a Immanuel Kant e Joseph de Maistre, elaboraram a ideia das origens ilegítimas do poder, a ideia de “crime fundador” sobre o qual os nossos Estados se baseiam, e é por isso que devemos oferecer ao povo “nobres mentiras” sob a forma de heroicas narrativas de origem. A respeito dessas ideias, o que muitas vezes se diz de Israel é bastante verdadeiro: o infortúnio de Israel é ter sido estabelecido como Estado-nação um ou dois séculos mais tarde do que devia, em condições nas quais tais crimes fundadores deixaram de ser aceitáveis. A suprema ironia aqui é o fato de que foi justamente a influência intelectual judaica que contribuiu para a afirmação dessa inadmissibilidade!

Durante minha última visita a Israel, fui abordado por um intelectual israelita que, a par das minhas simpatias palestinas, me perguntou em tom jocoso: “Não tem vergonha de estar aqui, em Israel, esse Estado ilegal e criminoso? Não tem medo de ver aqui contaminadas as suas credenciais de esquerda e de se tornar cúmplice do crime?”.
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SP: Entrevista coletiva com Fábio Hideki Harano

Por Eduardo Magrão – A Nova Democracia
Publicado em 13-08-2014

Na tarde desta quarta-feira, 13 de agosto, o ex-preso político Fábio Hideki Harano esteve na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, no Largo São Francisco, para conceder uma coletiva para a imprensa.

A entrevista teve um caráter informativo por parte dos que apoiam e acompanham o caso, que ainda corre na justiça: O advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, dona Helena Harano (mãe de Fábio), Magno de Carvalho (dirigente do Sintusp), o senador Luiz Eduardo Matarazzo Suplicy, o deputado estadual Adriano Diogo e o padre Júlio Lancellotti participaram da coletiva.

Os informes foram mais técnicos dentro dos trâmites legais. O advogado Dr. Luiz Eduardo Greenhalgh detalhou mais uma vez a teia formada pelos policiais que prenderam Fábio, mostrando vários pontos que não se sustentam, classificando ter sido uma “prisão eleitoral, já que os protestos tomavam grandes proporções na cidade e parte da sociedade pedia uma providência. Como a polícia estava perdida e não conseguia achar os verdadeiros culpados pelas depredações, pegaram Fábio e o Rafael para darem uma satisfação e tentarem frear os protestos” e mesmo eles tendo participado “de um ato pacífico no dia 23 de junho, que não houve nenhuma justificativa, para prende-los…”.

Fábio completa esse informe, falando que na manifestação do dia 23 de junho, “a única coisa anormal que ocorreu, foram as bostas dos cavalos que sujaram toda a Praça do Ciclista”.
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Perícia conclui que artefatos encontrados com manifestantes não são explosivos

Por Tadeu Breda
Publicado em 04-08-2014

São Paulo – Perícias realizadas pelo Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) da Polícia Militar e pelo Instituto de Criminalística (IC) de São Paulo apontaram que não são explosivos os artefatos supostamente encontrados com os manifestantes Fábio Hideki Harano e Rafael Marques Lusvargh em 23 de junho, quando foram detidos durante protesto na Avenida Paulista, na capital.

Os laudos foram entregues nesta segunda-feira (4) aos advogados de Hideki, que hoje mesmo ajuntaram ao processo os novos indícios e, depois, repassaram as informações à RBA. A PM confirmou que as perícias foram concluídas, mas “não irá divulgar seu conteúdo por não ser a titular do inquérito”. A Secretaria de Segurança Pública não quis se manifestar, sob a alegação de que se trata de um assunto da esfera judicial.

Os policiais civis que participaram da prisão de Hideki e Lusvargh atestam que ambos portavam explosivos. Os ativistas negam, e são respaldados pelo testemunho de manifestantes que acompanharam e filmaram as detenções. Ainda assim, os promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público acataram a versão dos policiais e levaram a denúncia à justiça.
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Crise e greve no IBGE

Por ASSIBGE-SN/Núcleo São Paulo
Pulicado em 28-07-2014

O IBGE está em greve desde o dia 26/05, com os eixos: orçamento adequado para o funcionamento do órgão e realização das pesquisas com qualidade; concurso público; salário dos temporários igual ao inicial de carreira do técnico efetivo; salário nos patamares do Ciclo de Gestão (CVM, IPEA, Bacen, etc) e democracia na gestão do IBGE. Desculpe pelo longo e pesado texto, mas as mazelas são muitas…

Nossa pauta completa está protocolada no MPG desde 2013 (em anexo), e desde então, as reuniões são sempre negativas, sob a desculpa de que estamos regidos pelo acordo de 2012. Em primeiro lugar, o acordo refere-se à negociação de 2012 que foi parcelada pelo governo e nele não consta que não poderíamos reivindicar pautas para os anos seguintes, como o de agora. Ademais, em 2012, os temporários não foram contemplados pelo acordo e nossa pauta vai além da simples questão salarial, queremos garantir o futuro do IBGE! Leia Mais

Morosidade do Legislativo é seletiva e responde a interesses econômicos

Por Ivan Valente (Deputado Federal PSOL/SP)
Publicado em 25-07-2014

No último dia 2 de julho foi aprovado na Câmara dos Deputados o substitutivo de minha autoria, apresentado em 1997, ao projeto de lei nº 4.385/1994, estabelecendo a assistência farmacêutica integral como direito do cidadão.

O projeto inclui a obrigatoriedade da presença de um profissional farmacêutico durante todo o período de funcionamento das farmácias, que passaram a ser consideradas estabelecimentos sanitários que praticam assistência farmacêutica e à saúde.
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PSOL reage a atentado policial à campanha de Luciana Genro em São Paulo

Por Redação Psol

Publicado em 18-07-2014

A coordenação de campanha da candidata do PSOL à Presidência da República, Luciana Genro, divulgou a nota abaixo sobre o ocorrido nesta tarde, em São Paulo. Luciana foi atingida por spray de pimenta enquanto fazia uma panfletagem, na esquina da Avenida Paulista com a Rua Augusta. Dois policiais militares que passavam pelo local borrifaram spray de pimenta no grupo de mais de 100 pessoas, atingindo também militantes e candidatos e parlamentares, como o deputado federal Ivan Valente (PSOL), o deputado estadual Carlos Giannazi (PSOL) e o professor Gilberto Maringoni, candidato do partido ao governo estadual.
Confira a nota:

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Pré estréia “Corte Seco”

Por Renato Tapajós

Segue abaixo o convite para a pré estréia de meu filme Corte Seco.

Finalmente, depois de uma longa luta, conseguimos finalizar este longa
metragem. Um filme ficcional que fala sobre a tortura e interessa a
todos os que lutam pelos direitos humanos.

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PLÍNIO, PRESENTE!

Por Toninho Vespoli
Publicado em 08-07-2014

É com imenso pesar que recebemos a notícia da morte do nosso companheiro Plínio de Arruda Sampaio, cuja história é pautada na luta pela democracia, igualdade e justiça social. Sua trajetória é um exemplo para os que trabalham pela construção de uma alternativa de esquerda para o nosso país. Plínio costumava dizer que os melhores anos da sua vida eram aqueles que ainda iria viver. Para a luta socialista, Plínio vive e estará sempre presente.

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PM viola liberdade de reunião e direitos em debate na Praça Roosevelt

Por Psol – São Paulo SP
Publicado em 09-07-2014

Na noite de ontem, 1/7, tivemos mais um episódio de total desrespeito à democracia, à liberdade de reunião e de manifestação, aos direitos humanos. Um debate público, realizado na Praça Roosevelt, pela libertação dos presos políticos nas últimas manifestações acabou com seis pessoas detidas. As prisões novamente foram arbitrárias, sem qualquer motivo que as justificasse. O vereador Toninho Vespoli (PSOL) e o advogado Horácio Neto foram ao 78º DP acompanhar os depoimentos dos jovens e garantir sua liberação, o que ocorreu por volta da 1h30.

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De acordo com o relato dos participantes e da imprensa, não houve qualquer conflito. Com a intenção de intimidar, a polícia começou a filmar as pessoas, revista-las e anotar seus nomes. “Pessoas que, pacificamente, questionaram o procedimento, foram detidas, como foi o caso dos advogados ativistas Daniel Biral e Silvia Daskal, e de outros membros de movimentos sociais”, afirmou Toninho Vespoli.

Biral foi espancado pela polícia e circunstanciado por desacato. Chegou ao 78º DP desacordado e na madrugada realizou exame de corpo delito no IML.

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Apesar disso, o ato, que teve início ás 18h, continuou. Entre os participantes da mesa de discussão estavam os professores Pablo Ortelado, Esther Solano, Jorge Souto Maior e Maria Rita Kehl. Falaram também integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), do Sindicato dos Metroviários e de grupos de direitos humanos, como o padre Júlio Lancellotti e Todd Tomorrow. Todos presenciaram e denunciaram os abusos da polícia.

Não contentes, os policiais jogaram bombas de gás lacrimogêneo sobre as pessoas que estavam sentadas para dispersar o ato.

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“É definitivamente inaceitável o procedimento da polícia e do governo estadual. Estamos vivendo um estado de exceção. Mas continuaremos nas ruas, protestando, denunciando os abusos e exigindo nossos direitos”, garantiu Toninho Vespoli.

Foto do Dr Daniel Biral: Boris Mercado/Mídia Ninja
Foto do vereador Toninho Vespoli e Horácio Neto: Shlo

Policia prende manifestante pacífico “em flagrante”; Padre Júlio Lancelloti afirma: “Eu vi foi forjado”

Por Coletivo Antiproibicionista DAR
Em 25-06-2014

No fim do 11º ato Não Vai Ter Copa, dois manifestantes foram presos. Um deles é Fábio Hideki, estudante da USP que foi detido pela PM na Marcha da Maconha de 2010 por portar um cartaz com os dizeres “Não fumo, não planto, não vendo e não condeno. Legalize Já”. Quatro anos, miles de manifestações, um tal de “Junho” e uma Copa depois, Fábio mais uma vez tem a liberdade subtraída pelo Estado policial. Se na Marcha da Maconha a acusação foi de “apologia ao crime”, o absurdo da vez é “associação criminosa” e “porte de explosivo”.

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Ato pelo Direito de Greve e pela Readmissão dos Metroviários, já

Às 18h quinta feira (03-07), no Largo São Francisco, Faculdade de Direito da USP na sala dos estudantes, será realizado um ato em solidariedade aos 42 demitidos.

Presença de  Jorge Luiz Souto Maior (professor da Faculdade de Direito da USP), Francisco Gérson Marques de Lima (professor de Direito da Universidade Federal do Ceará e membro do MPT do Ceará) e Cezar Britto (ex-presidente da OAB Nacional e advogado de entidades sindicais).

PUC Campinas reage contra caso de racismo

Por Will Santos
Mestrando em Sociologia – Unicamp
Publicado em 26-05-2014

Na noite do dia 21 de maio, estudantes da PUC Campinas protestaram contra o caso de racismo ocorrido contra a estudante Stephanie Ribeiro. A estudante vem sofrendo ameaças e ofensas de alunos e professores que se manifestam pelas redes sociais e nas dependências da universidade. O ato teve início às 19:00 horas, na sexta-feira, percorrendo a área interna da instituição com palavras de ordem contra o racismo: “Não é pessoal é que o racismo é institucional”, “Sou Pró-Unista quero respeito, estudar é um direito” e “ôh Stephanie pode lutar que o racismo tem que acabar”.

E o que ficou deste ato é o processo do Racismo Institucional contra a população negra e a sua reprodução entre estudantes.
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[ATO] Libertem nossos presos politicos

Hoje – 26-06-2014
No Masp – Avenida Paulista
Concentração às 17hs

O país que sedia um grande evento internacional deveria ter vergonha de ter, em pleno 2014, presos políticos. Fábio Hideki e Rafael Marques são presos políticos do “Estado Democrático” porque simplesmente ousaram questionar democraticamente a vontade do governo.


Mas não é só pelos dois ativistas. Não importa neste momento o que eles pensam, quais as suas ideologias, etc. Eles são vítimas de um Estado que forja descaradamente acusações. Trata-se de um ataque a toda a população, um ataque às mínimas liberdades democráticas!
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Não vai ter tarifa – ato na Copa contra a Tarifa

Por Passe Livre São Paulo – MPL
Publicado em 16-06-2014

No dia 19 de junho, tomaremos novamente às ruas para dizer que nossa luta não acaba até destruir a última catraca.

Enquanto os de cima calculam os lucros da Copa, os de baixo sofrem com os incontáveis abusos que esse megaevento trás, que só reforçam a lógica autoritária de cidade que vivemos todos os dias. Há anos a gente ouve do governo que não tem dinheiro pra tarifa zero. Só que olhando apenas para depois de junho do ano passado, o poder púbico gastou milhões com repressão e com obras para carros. Isso além do dinheiro destinado a um tipo de cidade e um tipo mobilidade para a copa – e não para o povo.

Nenhum real vai para resolver um dos principais problemas do transporte: a tarifa! E, ainda por cima o governo e a Fifa decidem dar Tarifa Zero pros torcedores de algumas cidades. Tem Tarifa Zero pra quem tem grana pra comprar ingresso, mas não tem pra quem não pode pagar a tarifa!
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Movimento de moradia ocupa prédio próximo a Avenida Paulista

NOTA DO MMRC SOBRE A OCUPAÇÃO

Momentos antes da festa de abertura da Copa do Mundo ocupamos o edifício abandonado na Rua Pamplona número 937. Decidimos que não vamos sentar e assistir impotentes o que está acontecendo. A Copa do Mundo trouxe consigo um aumento de 18% no déficit habitacional na cidade de São Paulo, portanto não é sem motivos o crescente número de ocupações surgindo no centro e nas periferias.

Mais de 15 dessas ocupações receberam ordens de reintegração de posse, a maioria dos depejos ocorrerá depois da Copa das Copas. Mas se no centro, marcado pela “Cracolândia”, moradores de rua e na periferia segregada tudo que acontece são degenerações aos olhos de quem vê de cima, é fácil virar o rosto para estas famílias também. Levamos a luta então para onde estão virados os olhos do mundo, onde não podem nos negar ou esconder o fato de que morar em São Paulo é um privilégio, nunca um direito.

Porém não queremos só exibir nosso “pessimismo”, viemos afirmar: não somos uma caixa de concreto como depósito humano aguardando atendimento quando o governo veste vermelho. Queremos o mínimo para que cada família tenha autonomia e crie além de uma existência que serve apenas ao trabalho e a sua própria conservação nesta cidade, lutamos hoje por direitos para garantir nossa liberdade.

PELA REFORMA URBANA!
PELO DIREITO A MORADIA!

Movimento de Moradia da Região Centro – MMRC
Inclusa
Andróides Andróginos
Movimento Passe Livre – MPL-SP
Fanfarra do Mal
Saju

Campanha de mentiras, criminalização e prisões arbitrárias de manifestantes

Por Mário Lúcio de Paula
Publicado em 16-06-2014

Na manhã de 23 de maio, policiais encapuzados e armados de submetralhadoras invadiram simultaneamente as casas de jovens ativistas em Goiânia – GO. A ação policial denominada “Operação R$ 2,80” visava cumprir mandados de busca e apreensão contra ativistas que, segundo o delegado da Polícia Civil, Alexandre Lourenço, da Delegacia Estadual de Repressão a Ações Criminosas Organizadas (Draco), seriam suspeitos de “depredar pelo menos 100 ônibus do transporte público da capital durante manifestações nas últimas semanas”.
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O futebol e as figuras de linguagem

Por Carolina Peters
Publicado em 16-06-2014

… o olhar impassível de Angela Merkel, diante do quarto gol da seleção alemã. Como se o desenrolar e todo o decorrer da partida já fosse previsivel, evidente. Como se a superioridade da seleção alemã se impusesse como um fato.

A primeira vez que me interessei por futebol foi após ler A pátria de chuteiras, reunião de crônicas de Nelson Rodrigues. Em verdade, não foi por futebol. Foi por seu estilo. Possivelmente, o primeiro livro ao qual menti ser aquele que gostaria de ter escrito.

Nelson me comoveu a ponto de me mobilizar a aprender o que é um impedimento, e de tirar do fundo do armário o manto sagrado – a camisa vintage do Clube de Regatas Flamengo – não só porque as listras horizontais haviam voltado à moda, mas porque “todo brasileiro já foi Flamengo por um instante, por um dia”, e eu que uma vez Flamengo na infância, por influência paterna, sempre Flamengo.
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